À procura da felicidade

 Bem, talvez seja importante lembrar que a felicidade tem significados diferentes para diferentes pessoas. Para alguns pode ser um grande amor, para outros uma família unida, para outros ainda um trabalho criativo. É evidente que uma vez satisfeitos os requisitos básicos de sobrevivência decente, isto é, dinheiro razoável, boa saúde, alimentação plena e educação satisfatória, as pessoas começam a sofisticar suas necessidades, a querer cada vez mais e acabam entrando em um processo quase insaciável e…a felicidade parece sempre escapar pela janela.

Quem sabe, ser feliz seja, em primeiro lugar, elencar de maneira simples, as pequenas felicidades. Por exemplo: apreciar um pôr-do-sol exuberante, deixar-se invadir por uma música sublime, degustar até a última gota de saliva um prato saboroso, mergulhar de cabeça em uma conversa intensa com um amigo querido etc.
Ao contar nossas bênçãos, como diz a frase em inglês, vamos nos inteirando que a felicidade tem matizes sutis.
Segundo alguns, “a felicidade é ilusória  e difícil de definir”. Houve até um rei no Butão, Jigme Singye Wangchuck, que cobrado sobre o progresso econômico de seu país acabou criando um conceito novo de desenvolvimento socioeconômico, FIB (Felicidade Interna Bruta) para se opor ao PIB (Produto Interno Bruto). Para ele não era apenas a realização material de seu povo que contava, mas o aprimoramento espiritual também. A felicidade compreenderia ambos.
É interessante notar que há, desde o ano de 1998, um novo domínio da Psicologia, a Psicologia Positiva (“O estudo científico do que torna a vida digna de ser vivida”). A Psicologia Positiva “está envolvida com a eudaimonia, ‘a boa vida’, uma reflexão sobre o que é mais valorizado na vida — os fatores que mais contribuem para uma vida bem vivida e realizada”).
Assim uma vida bem vivida e realizada implicaria, sem dúvida alguma, felicidade.
Autora: Valderez Carneiro da Silva
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As pesquisas sobre a Felicidade⁩

Desde os anos sessentas, disciplinas científicas têm feito pesquisas sobre a felicidade a fim de determinar o modo como os seres humanos podem ter vidas mais felizes. A busca científica pela emoção e felicidade positivas é o pilar da psicologia positiva, proposta por Martin E. P. Seligman em 1998.
As pesquisas chegaram a resultados e visões variadas sobre as causas da felicidade. Aqui estão algumas de suas descobertas.* O resultado obtido pela Grant Study de Harvard de 1975 com alunos universitários, dão conta que relações afetivas, especialmente com os pais, têm grande impacto
sobre o bem estar anos mais tarde.

*  Baseando-se nos estudos de gêmeos, Sonja Lyubomirsky concluiu que 50% de nosso nível de felicidade é determinado pelos nossos gens, 40% está relacionado com nosso autocontrole e 10% é influenciado por situações pessoais e pelas circunstâncias.

*  Um estudo finlandês feito com 701 indivíduos mostrou que a felicidade ativa todo o nosso corpo, da cabeça aos pés.

*  As pessoas têm condições de extrair mais prazer de experiências comuns à medida que envelhecem. As pessoa mais jovens definiram sua felicidade a partir de experiências mais extraordinárias.

*  Dinheiro em excesso, além do que precisamos para a alimentação, roupas e habitação aumenta muito pouco a nossa felicidade.

*  Um estudo feito pela Escola de Administração de Harvard descobriu que ficamos mais felizes quando gastamos mais dinheiro com os outros do que conosco.

*  Relacionamentos são a chave para felicidade a longo prazo. O efeito é mais forte em casais, mas relacionamentos significativos com outras pessoas têm o mesmo impacto.

* Levantamentos feitos pelo Instituto Gallup, Centro de Pesquisa Nacional e a Organização Pew afirmam que pessoas mais espiritualizadas têm tendência a ser mais felizes do que aquelas que não são.

*  Pessoas religiosas que se beneficiam de contatos sociais e apoio do grupo demonstraram uma tendência maior à felicidade e satisfação em suas vidas. A prática do otimismo e o serviço ao próximo são fatores positivos.

*  Pesquisas dão conta que 8 abraços por dia aumentam seu nível de oxitocina e o resultado é você se sentir mais feliz. Atribui-se um nível maior de oxitocina a sentimentos de confiança e camaradagem.

*  O humor melhora significativamente depois da prática de exercícios físicos.
(Universidade de Bristol, 2008).

*  Atos de bondade tornam as pessoas mais queridas e aceitas. Isso leva à aceitação social e à melhoria da autoimagem. (Universidade da Colúmbia Britânica, 2012).

*  Um estudo importante efetuado pela Universidade da Califórnia em 2008, concluiu que rodear-se de pessoas felizes, aumenta as possibilidades de um futuro feliz. A felicidade é contagiosa.

*  A possibilidade de comprar bens materiais provoca felicidade, não a posse deles. Satisfaz nossas necessidades maiores de interação social e vitalidade, e intensifica a sensação de estarmos vivos. (Universidade de São Francisco, 2009).

(From The definition of happiness in psychology. The World Counts
www.theworldcounts.com)
Tradução feita por Valderez Carneiro da Silva

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Como obter sucesso em seus objetivos

Ao ler e ouvir a psicóloga Angela Lee Duckworth discorrer sobre suas descobertas em relação às qualidades necessárias para a pessoa ser bem-sucedida na vida profissional, ocorre-me pensar o seguinte: 1) quais são as características de personalidade que marcam um vencedor? 2) é possível ensinar alguém a ter sucesso? e 3) qual o papel da motivação para alcançar um objetivo?
A seguir refletirei sobre as perguntas feitas acima. Antes de mais nada, é desejável abordar uma palavra primordial para a PhD Angela Lee Duckworth: GRIT. Traduzindo-a para o português temos alguns equivalentes: garra, coragem, determinação, ousadia, perseverança. A pesquisadora norte-americana observou que ao contrário do que muitos acreditam o QI (quociente de inteligência) não é o único fator preponderante para determinar se uma pessoa terá ou não sucesso em seus propósitos. Alguém dotado de garra tende a criar situações favoráveis para a consecução de seus sonhos. Como a doutora Duckworth insiste tanto na palavra GRIT, analisemos o seu papel na realização profissional: 1) um vencedor se destaca das demais pessoas em quê? Poderíamos afirmar que coragem é uma qualidade essencial porque inúmeras são as ocasiões de superação de momentos difíceis. Quiça quantos são os fracassos antes da vitória almejada. Costuma-se notar o momento do pódio mas não as várias derrotas anteriores. Uma personalidade tenaz prossegue apesar das vicissitudes, assim a tenacidade é característica daquele que inclusive aprende com o fracasso e o transforma em força motriz. A determinação e a ousadia visando a meta à frente são preponderantes também como traços de distinção de um vencedor. 2) Todo pai ou educador gostaria de ter a capacidade de criar condições de sucesso para seu filho ou aluno. É conveniente salientar que o pai ou educador é o espelho no qual o filho ou o aluno se reflete. Alguém que inspire positivamente deixa marcas profundas no indivíduo. Exemplos de abnegação, intrepidez e resolução continuam a reverberar no futuro. 3) Ter a meta brilhando como incentivo faz a diferença no preparo, na tomada de decisões, na disposição à luta para alcançar o sucesso.
Querer é poder desde que o indivíduo tenha a garra para enfrentar a si próprio.
Autora: Valderez Carneiro da Silva
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