Bem, talvez seja importante lembrar que a felicidade tem significados diferentes para diferentes pessoas. Para alguns pode ser um grande amor, para outros uma família unida, para outros ainda um trabalho criativo. É evidente que uma vez satisfeitos os requisitos básicos de sobrevivência decente, isto é, dinheiro razoável, boa saúde, alimentação plena e educação satisfatória, as pessoas começam a sofisticar suas necessidades, a querer cada vez mais e acabam entrando em um processo quase insaciável e…a felicidade parece sempre escapar pela janela.

Quem sabe, ser feliz seja, em primeiro lugar, elencar de maneira simples, as pequenas felicidades. Por exemplo: apreciar um pôr-do-sol exuberante, deixar-se invadir por uma música sublime, degustar até a última gota de saliva um prato saboroso, mergulhar de cabeça em uma conversa intensa com um amigo querido etc.
Ao contar nossas bênçãos, como diz a frase em inglês, vamos nos inteirando que a felicidade tem matizes sutis.
Segundo alguns, “a felicidade é ilusória  e difícil de definir”. Houve até um rei no Butão, Jigme Singye Wangchuck, que cobrado sobre o progresso econômico de seu país acabou criando um conceito novo de desenvolvimento socioeconômico, FIB (Felicidade Interna Bruta) para se opor ao PIB (Produto Interno Bruto). Para ele não era apenas a realização material de seu povo que contava, mas o aprimoramento espiritual também. A felicidade compreenderia ambos.
É interessante notar que há, desde o ano de 1998, um novo domínio da Psicologia, a Psicologia Positiva (“O estudo científico do que torna a vida digna de ser vivida”). A Psicologia Positiva “está envolvida com a eudaimonia, ‘a boa vida’, uma reflexão sobre o que é mais valorizado na vida — os fatores que mais contribuem para uma vida bem vivida e realizada”).
Assim uma vida bem vivida e realizada implicaria, sem dúvida alguma, felicidade.
Autora: Valderez Carneiro da Silva